Uma nova iniciativa de paz

Fevereiro 27, 2008

Por Humam al-Hamzah
Oriente Médio Vivo
www.orientemediovivo.com.br

UMA NOVA INICIATIVA DE PAZ

A atenção de muitos tem se focado, pelos últimos anos, na máquina de propaganda que representa a mídia ocidental, que continuamente pinta o Islam como uma ideologia violenta, desumana e desestabilizadora da paz mundial. Mitos como esses se tornaram comuns, após a declaração da “guerra contra o terrorismo”, ou “Nova Cruzada”, conforme definiu George W. Bush. Mas o que devem fazer os muçulmanos para inverter essa situação?

A pluralidade religiosa nesse mundo é algo querido por Deus, como o próprio Alcorão diz. O livro sagrado considera a morte injusta de um ser humano – seja ele muçulmano ou não – à destruição de toda a humanidade. O Alcorão também propõe a reconciliação em tempos de tensão política e guerras. Entretanto, no Islam, guerrear é permitido aos muçulmanos, caso se encaixe dentro de ao menos uma das três condições: uma questão de autodefesa, a remoção de um líder opressor ou força tirânica, ou contra aqueles que quebrarem um acordo de paz. Dessa forma, está claro que, para os muçulmanos, guerra e violência são tão negativas e temidas como qualquer para outra pessoa.

A tolerância para com pessoas de outra fé faz parte da cultura islâmica – não somente como diz o Alcorão, mas na prática a história comprova isso. Um belo exemplo, e irônico se analisada a questão dos palestinos atualmente, aconteceu com o governo do Califa Omar após a conquista de Jerusalém, no ano 637. Além de permitir que fiéis de outras crenças continuassem a seguir normalmente suas rotinas, Omar recusou o convite do então Arcebispo de Jerusalém para rezar na Basílica do Santo Sepulcro, onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde teria ressuscitado no Domingo de Páscoa, temendo que, no futuro, muçulmanos transformassem a igreja em uma mesquita. Outro exemplo aconteceu na Idade Média, quando os judeus eram perseguidos na Europa – eles encontraram a paz, proteção e aceitação entre os muçulmanos no Império Mouro da Espanha. De fato, os próprios judeus se referem a essa época da história judaica como a “Era de Ouro”.

Portanto, a questão da “violência muçulmana” vista hoje através da mídia ocidental deve ser contextualizada, e não isolada. A questão palestina, que representa a raiz do conflito Árabe-Israelense, é crucial. O povo palestino, que tem suas terras privadas diariamente engolidas pelo “lar nacional judaico”, há anos luta pelo seu direito de um estado independente – um tema que não é tabu na comunidade internacional, como foi visto no recente apoio à independência de Kossovo. São muitos os casos semelhantes que envolvem o povo muçulmano – além da Palestina, no Afeganistão, Caxemira, Chechênia, Iraque, para citar alguns.

O mundo ocidental se exalta de sua “liberdade e democracia”, mas erra ao não reconhecer que, como em qualquer outro sistema político, existem direitos e deveres. Em uma democracia, o povo elege o seu representante, em que o líder eleito, portanto, representa os interesses do povo. Nesse caso, é errôneo culpar apenas líderes de nações democráticas, como os Estados Unidos ou Israel, por suas políticas criminosas – os povos dessas nações escolheram seus líderes e, portanto, dividem igualmente uma parcela de responsabilidade por suas decisões. Da mesma forma, os civis de nações como a Palestina, Afeganistão e Iraque, têm o direito de questionar e batalhar por seus direitos e, nesses casos, os inimigos estão claramente marcados.

Concluindo, a partir dessas afirmativas, fica claro que a paz não existe por si só – paz é a direta conseqüência da justiça. Portanto, onde existe injustiça, existe o risco de violência. Cabe então aos muçulmanos lançar um movimento de união internacional, sob o slogan “não há paz sem justiça”, para combater as forças opressoras em nome das vítimas e dos explorados, seja no campo político-religioso, como é o caso da Palestina, ou simplesmente ideológico, como a “Nova Cruzada” estadunidense. Se a mídia ocidental age de forma unida, respeitando os interesses políticos e corporativos que as controlam, cabe aos muçulmanos também se unirem – logicamente, é a única saída. As guerras de hoje não são vencidas com armas, mas com palavras. São mais de 1 bilhão de muçulmanos no mundo –vozes que merecem serem ouvidas, como todas as outras.

FONTE:
Jornal Oriente Médio Vivo –
http://www.orientemediovivo.com.br
Edição nº91 –
http://orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_91.pdf


Jornal Oriente Médio Vivo – Edição 91

Fevereiro 26, 2008

Assalamualaikum!

Anunciando a publicação da Edição nº 91 do jornal Oriente Médio Vivo.

As manchetes dessa nova edição são:

– Uma nova iniciativa de paz
– Iraque: a sombra das eleições dos EUA
– Resistência Iraquiana – eventos da semana

Além disso, é claro, a continuação da História dos Conflitos (Parte 91), tratando do atentado terrorista israelense que matou Alex Odeh, em 1985.

As duas versões estão prontas – impressa e online.

A versão em PDF pode ser baixada diretamente nesse link:
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_91.pdf

Você pode também receber o jornal impresso gratuitamente em casa, contatando o seguinte e-mail:
contato@orientemediovivo.com.br

Agradeço a atenção de vocês.

Lembrem-se de visitar o nosso novo website oficial (www.orientemediovivo.com.br), com mais informações sobre o nosso trabalho e todas as edições passadas para serem baixadas de modo fácil e rápido, e nosso novo Fórum de Discussões (www.orientemediovivo.com.br/forum), um novo ambiente.

Humam al-Hamzah
Fundador e Editor
Oriente Médio Vivo
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Jornal Oriente Médio Vivo – Edição 90

Fevereiro 18, 2008

Assalamualaikum!

Anunciando a publicação da Edição nº 90 do jornal Oriente Médio Vivo.

As manchetes dessa nova edição são:

– A linguagem da guerra da mídia
– Por que dissolver a Autoridade Palestina?
– Resistência Iraquiana – eventos da semana

Além disso, é claro, a continuação da História dos Conflitos (Parte 90), tratando da operação “Perna de Madeira”, conduzida por Israel em 1985.

As duas versões estão prontas – impressa e online.

A versão em PDF pode ser baixada diretamente nesse link:
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_90.pdf

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Fundador e Editor
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Jornal Oriente Médio Vivo – Edição 89

Fevereiro 11, 2008

Assalamualaikum!

Anunciando a publicação da Edição nº 89 do jornal Oriente Médio Vivo.

As manchetes dessa nova edição são:

– EUA: Prisioneiros de si mesmos
– Rabino pede limpeza étnica de não-judeus na Palestina
– Resistência Iraquiana – eventos da semana

Além disso, é claro, a continuação da História dos Conflitos (Parte 89), tratando do seqüestro do vôo TWA 847, em 1985.

As duas versões estão prontas – impressa e online.

A versão em PDF pode ser baixada diretamente nesse link:
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_89.pdf

Você pode também receber o jornal impresso gratuitamente em casa, contatando o seguinte e-mail:
contato@orientemediovivo.com.br

Agradeço a atenção de vocês.

Lembrem-se de visitar o nosso novo website oficial (www.orientemediovivo.com.br), com mais informações sobre o nosso trabalho e todas as edições passadas para serem baixadas de modo fácil e rápido, e nosso novo Fórum de Discussões (www.orientemediovivo.com.br/forum), um novo ambiente.

Humam al-Hamzah
Fundador e Editor
Oriente Médio Vivo
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Jornal Oriente Médio Vivo – Edição 88

Fevereiro 5, 2008

Olá a todos!

Está publicada a Edição nº 88 do jornal ‘Oriente Médio Vivo’.

Você pode baixar a mais nova edição, assim como todas as anteriores, no nosso website, no endereço:
http://www.orientemediovivo.com.br

Para um link direto de download da Edição nº 88, clique no seguinte endereço:
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_88.pdf

Nesta nova edição, as manchetes são:
– O mito do “sucesso no Iraque”
– Gaza: a maior prisão da Terra
– Resistência Iraquiana – eventos da semana

Além disso, é claro, a continuação da História dos Conflitos (Parte 88), tratando do atentado terrorista da CIA contra o Hizbollah, em 1985.

Aproveitando esse momento, gostaria de convidá-los para o novo Fórum de Discussão do Oriente Médio Vivo, no endereço abaixo:
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Agradecemos desde já pelo interesse a atenção.

Para qualquer outra informação, sugestão ou comentários, não hesite em entrar em contato conosco, através do e-mail:
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Mais uma vez, obrigado.

Cordialmente,
Humam al-Hamzah
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